Se você está planejando se aposentar em 2026, já deve ter percebido que o caminho até o INSS ganhou alguns novos degraus. Desde a Reforma da Previdência em 2019, o sistema funciona como uma escada rolante que sobe um pouquinho a cada virada de ano, e agora, em 2026, atingimos novos marcos na idade mínima e na pontuação exigida.

A boa notícia é que, embora as regras tenham ficado um pouco mais rígidas, a tecnologia facilitou muito a vida de quem quer saber exatamente onde pisa. Hoje, o segredo para não perder dinheiro nem tempo é entender em qual “janela de transição” você se encaixa e como usar as ferramentas oficiais para conferir seu direito sem sair de casa. 

Neste texto, vamos desmistificar as regras atuais, mostrar o que mudou na prática para homens e mulheres este ano e te ensinar o caminho das pedras para descobrir se você já pode, ou quando poderá, dar entrada no seu benefício.

Continue a leitura e saiba mais!

Quais são as regras atuais da aposentadoria?

Entender as regras de aposentadoria em 2026 exige um olhar atento, pois estamos no meio de uma transição onde os degraus sobem um pouco a cada ano. Se você planeja “pendurar as chuteiras” este ano, precisa saber exatamente em qual dessas modalidades o seu perfil se encaixa.

Por isso, abaixo, separamos o detalhamento completo das regras vigentes para 2026 para quem quer se aposentar já ou mesmo fazer o planejamento previdenciário. Confira:

Regra de transição por pontos (idade + tempo)

Esta regra é ideal para quem começou a trabalhar cedo. Ela não exige uma idade mínima fixa, mas a soma da sua idade com o tempo de contribuição deve atingir uma meta.

  • Para mulheres: 93 pontos (mínimo de 30 anos de contribuição);
  • Para homens: 103 pontos (mínimo de 35 anos de contribuição);
  • Exemplo: se uma mulher tem 58 anos de idade e 35 de contribuição, ela soma 93 pontos e pode pedir o benefício em 2026.

Veja também: Tenho tempo de contribuição, mas meu pedido foi negado. O que fazer?

Regra da idade mínima progressiva

Aqui, a idade mínima sobe seis meses a cada ano. Em 2026, os requisitos são:

  • Mulheres: 59 anos e 6 meses de idade + 30 anos de contribuição;
  • Homens: 64 anos e 6 meses de idade + 35 anos de contribuição;

Aposentadoria por idade (regra geral)

Esta é a regra para quem tem menos tempo de contribuição. Ela se estabilizou após a Reforma:

  • Mulheres: 62 anos de idade + 15 anos de contribuição;
  • Homens: 65 anos de idade + 15 anos de contribuição (ou 20 anos para quem começou após a Reforma).

Regras de pedágio (para quem estava “quase lá” em 2019)

Existem duas opções de pedágio que ainda são muito utilizadas:

  • Pedágio de 50%: apenas para quem faltava menos de 2 anos para se aposentar em 13/11/2019. Você trabalha o tempo que faltava + 50% desse tempo. Não há idade mínima, mas aplica-se o Fator Previdenciário (que pode reduzir o valor);
  • Pedágio de 100%: exige uma idade mínima fixa (57 anos para mulheres e 60 para homens). Você deve trabalhar o dobro do tempo que faltava para se aposentar em 2019. A vantagem? O benefício é de 100% da sua média salarial.

Professores (educação infantil, fundamental e médio)

Os professores possuem critérios reduzidos em 5 anos/pontos:

  • Pontos em 2026: 88 pontos (mulheres) e 98 pontos (homens);
  • Idade Progressiva: 54 anos e 6 meses (mulheres) e 59 anos e 6 meses (homens).

Aposentadoria especial (insalubridade/periculosidade)

Para quem trabalha exposto a agentes nocivos, a regra em 2026 também funciona por pontos (Idade + Tempo de Exposição):

  • Risco baixo (ex: ruído): 86 pontos + 25 anos de atividade especial;
  • Risco médio (ex: minas): 76 pontos + 20 anos de atividade especial;
  • Risco alto (ex: subsolo): 66 pontos + 15 anos de atividade especial.

Saiba mais sobre a Reforma da Previdência 2025.

Como o valor é calculado em 2026?

Na maioria das regras acima, o cálculo funciona assim:

  1. O INSS faz a média de 100% de todos os seus salários desde julho de 1994;
  2. Você recebe 60% dessa média;
  3. Ganha mais 2% ao ano que ultrapassar 15 anos de contribuição (mulheres) ou 20 anos (homens).

Atenção: para receber 100% da média pela regra comum, uma mulher precisaria de 35 anos de contribuição e um homem de 40 anos.

Como saber se você já pode pedir sua aposentadoria?

Descobrir se o grande dia da aposentadoria chegou ficou muito mais fácil com a tecnologia, mas exige atenção aos detalhes para não cair em exigências desnecessárias.

Em 2026, você não precisa mais ir a uma agência enfrentar filas para ter essa resposta. Abaixo, listamos o passo a passo prático para você verificar sua situação:

1. Simulador “Meu INSS”

O governo disponibiliza uma ferramenta que cruza seus dados reais com as regras vigentes de 2026.

  • Como acessar: entre no site ou aplicativo Meu INSS (com seu login gov.br);
  • O que fazer: digite “Simular Aposentadoria” na barra de busca;
  • O que ele mostra: o sistema vai varrer todas as regras (idade, pontos, pedágios) e dizer em quais você já se enquadra ou quanto tempo falta para cada uma.

2. Extrato do CNIS

Antes de confiar cegamente no simulador, baixe o seu Extrato de Contribuição (CNIS).

  • Muitas vezes, uma empresa onde você trabalhou anos atrás não deu baixa ou não repassou algum período. Se o período não estiver no CNIS, o simulador não vai contar;
  • Dica: se faltar algum período, você pode clicar no ícone do “lápis” no simulador e incluir manualmente para ver como ficaria o cálculo.

3. Documentação

Se o simulador deu “sinal verde”, organize os documentos básicos para o pedido digital:

  • Identidade: RG ou CNH atualizados;
  • Carteiras de Trabalho: todas elas (inclusive as bem antigas);
  • Carnês e GPS: se você pagou como autônomo por fora em algum período;
  • Documentos específicos: PPP (para quem trabalhou exposto a agentes nocivos) ou documentos rurais, se for o caso.

4. Como pedir o benefício

Se você confirmou que já possui o direito, o pedido é feito ali mesmo no Meu INSS:

  1. Clique em “Novo Pedido”;
  2. Selecione “Aposentadorias, CTC e Pecúlio”;
  3. Escolha a modalidade desejada e siga as instruções anexando as fotos ou PDFs dos seus documentos.

O simulador é uma excelente referência, mas ele não garante o benefício. O direito só é oficializado após a análise de um servidor do INSS. Se o seu pedido está parado no INSS, acesse o link e saiba o que fazer.

Acesse Quero Meus Direitos e saiba tudo sobre seus direitos previdenciários.